Raul Correia

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Algumas implicações da administração científica de Taylor relacionadas à gestão de recursos humanos

Posted by Raul Correia em abril 30, 2009

Os marcos mais importantes da Administração podem ser associados às diferentes escolas e abordagens da administração que, em seu tempo, representaram tanto a ousadia quanto a coragem de enfrentar os riscos decorrentes de mudanças em situações organizacionais não previstas, ou de alterações do meio ambiente econômico que impunham a necessidade de uma nova diretriz para os negócios, possibilitando a criação de cenários que pudessem facilitar as orientações para as mudanças.

O ponto de partida foi a proposta da Administração Científica, feita por Taylor em 1911 em seu livro Os Princípios da Administração Científica . Em sua proposta, o autor introduz, essencialmente, princípios científicos para a administração da produção das empresas, com o objetivo maximizar a utilização dos recursos produtivos disponíveis, visando beneficiar tanto o capital quanto o trabalho. Sob o ponto de vista de Taylor, não deve existir antagonismo entre o capital e o trabalho, pois, se o sucesso do capital depende do trabalho, o fruto desse sucesso deve ser compartilhado por ambos, de tal forma que não haja interrupção no processo de geração de riqueza e bem estar.

Segundo a citação de Wren (2005), Adam Smith via os benefícios de especializar o trabalho, porém ele também previa suas conseqüências disfuncionais ao colocar a visão de que o homem que tem toda sua vida perdida desempenhando algumas simples operações, naturalmente perde, portanto, o hábito de esforço (mental), e geralmente se torna estúpido e ignorante tornando-se impossibilitado de desenvolver sua destreza para seus negócios particulares, ou seja, percebe-se que até mesmo Smith, na sua época, percebeu a individualidade e seus problemas advindos da super-especialização, no momento em que o próprio trabalhador deve se decidir em evoluir intelectualmente ou não, uma tomada de direção pessoal que independe do seu trabalho, porém influencia-o diretamente.

Para iniciar alguns comentários sobre as políticas e práticas de RH, coloca-se que entre elas há diferenças, pois apesar das políticas de Recursos Humanos serem em geral definidas com base na condição financeira e tecnológica, as práticas não são necessariamente iguais, podendo ser especificamente diferentes até em empresas do mesmo setor (MILKOVICH; BOUDREAU, 2000). Ligando a importância das políticas e práticas com os Recursos Humanos, Dessler (2003) comenta que a Gestão de Recursos Humanos se refere às práticas e às políticas necessárias para conduzir os aspectos relacionados às pessoas no trabalho, especificamente à contratação, ao treinamento, à avaliação, à remuneração e ao oferecimento de um ambiente bom aos funcionários da empresa. Assim, com essas políticas e práticas, as pessoas tendem a trabalhar mais seguramente, pois elas proporcionam aos funcionários o entendimento de adequarem as capacidades e as necessidades com os objetivos da empresa.

Para Taylor, a produtividade resultava da eficiência do trabalho e não da maximização do esforço. A questão não era trabalhar duro, nem depressa, nem bastante, mas trabalhar de forma inteligente, Maximiano (2004) acredita que até hoje essa idéia não se firmou completamente, uma vez que há ainda quem acredite que a produtividade é mais elevada quando as pessoas trabalham muito e sem interrupção, ou que o homem é produtivo quando trabalha à velocidade máxima.

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A Gestão da Informação

Posted by Raul Correia em abril 8, 2009

Conceito de informação:

– Deriva do latim e significa um processo de comunicação ou algo relacionado com comunicação;

– É um processo que visa o conhecimento;

– É tudo o que reduz a incerteza;

– Um instrumento de compreensão do mundo e da ação sobre ele.

Podemos destacar:

– Nas empresas a mudança é a única constante;

– O aumento da concorrência faz sentir a necessidade de obter melhores recursos;

– A empresa, ao atuar num mundo globalizado, está em estado de “necessidade de informação” permanente;

– Quem dispõe de informação de boa qualidade e no momento certo, adquire vantagens competitivas;

– A informação e o conhecimento são a chave da produtividade e da competitividade.

Gestão da informação se baseia por:

– A informação é considerada como o ingrediente básico do qual dependem os processos de decisão;

– Gerir informação é decidir o que fazer com e sobre essa informação;

– Apoiar a política global da empresa e tornar mais eficiente o conhecimento e a articulação entre os vários subsistemas que a constituem.

Os três níveis de informação:

– Nível estratégico: são tomadas as decisões estratégicas;

– Nível táctico: onde têm lugar as decisões tácticas e que exigem informação pormenorizada;

– Nível operacional: aqui são tomadas as pequenas decisões ou as decisões operacionais.

Sistemas de informação / Tecnologia de informação (SI/TI):

– As TI são ferramentas essenciais na criação de sistemas de informação integrados e coordenados;

– Os SI definem a aplicação da informação no negócio;

– Os TI atuam no desenvolvimento de sistemas e criação de vantagens competitivas para a empresa;

– Os SI permitem às organizações a oferta de produtos a preços mais baixos e um bom serviço, resultando numa vantagem competitiva adicional;

– Os SI/TI permitem desenvolver novos produtos/serviços ou diferenciar os já existentes;

– As TI reestruturam as relações nas redes empresariais para aproveitar um leque mais vasto de competências;

– As TI permitem às empresas agir e reagir rapidamente aos clientes, mercados e concorrência.

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O gay no ambiente de trabalho

Posted by Raul Correia em abril 8, 2009

A cultura homossexual é vista como conseqüência das sociedades complexas, nas quais não existe sistema de valores único e uniforme que seja válido para todos os indivíduos. Afirma-se que a emergência dessa cultura está enraizada em um sistema econômico e social ligado aos processos de urbanização e industrialização que favoreceram relativo anonimato e impessoalidade para os homossexuais que escolheram morar nas grandes cidades. A mudança de cidade, do interior do Brasil para os grandes centros urbanos, contribuiu para que os homossexuais pudessem vivenciar a sexualidade de maneira concreta, longe da família e de pessoas que não os apoiavam. A revelação da orientação sexual, no entanto, deixa o indivíduo gay passível de perder conexões humanas, inclusive de amigos íntimos e familiares, à medida que sofre um número maior de eventos negativos por parte da sociedade.

Diversos autores afirmam haver barreiras encontradas por gays, lésbicas e bissexuais no ambiente de trabalho. Dentre elas, as principais são: discriminação, inapropriação de profissões para os homossexuais, homofobia, estereótipos negativos, estigmas sociais e o medo da AIDS no ambiente de trabalho. Dentre os diversos fatores que contribuem para a manutenção do silêncio e a permanência no armário (não assumir a homossexualidade), o medo do isolamento, a perda de chances de promoção, a exclusão de redes de trabalho profissionais, a intimidação, a violência e a discriminação são os argumentos mais citados. Assumir a homossexualidade seria motivada pela necessidade de se ter mais liberdade de expressão no ambiente de trabalho, de ser inteiro e completo, sem disfarces e limitações no comportamento e nas atitudes. Por outro lado, o que motiva a permanência no armário é acreditar que se tornarão vítimas de brincadeiras, piadas, chacotas e isso, por sua vez, contribuiria para haver desrespeito e dificuldade de relacionamento no trabalho. Relacionado a punições e sanções no ambiente de trabalho, nota-se a cobrança social advinda do fato de se pertencer a um grupo minoritário. Cobra-se muito mais de uma pessoa membro de um grupo minoritário, (mulheres, negros, deficientes ou homossexuais) do que de qualquer outra pessoa vista como participante do grupo dominante. Com base nisso, o indivíduo gay, por pertencer a um grupo minoritário, constantemente exige mais de si próprio, exige destaque, um diferencial nas diversas áreas da vida, como forma de suprir e diminuir as lacunas decorrentes de preconceitos e discriminações sociais (exclusão, supressão de direitos e outros). Ainda neste contexto, o assédio moral e a negação de direitos são também consideradas formas de punir, sendo vistas inclusive como as piores. Para os gays, a punição ocorre à medida que a eles não são concedidos direitos, oportunidades e tratamentos compatíveis com aqueles dados aos heterossexuais.

As experiências negativas são de diversas ordens e tipos e estão presentes no contexto organizacional tal como o estão no contexto social como um todo. Embora sejam situações diferenciadas, refletidas com mais ou menos intensidade de acordo com cada caso e situação, nota-se claramente o preconceito e a não aceitação social no que se refere à homossexualidade. As piadinhas, os comentários, as brincadeiras são formas singelas de se admitir que o gay não é bem quisto socialmente e essa forma pejorativa de se abordar a identidade gay no trabalho é freqüentemente vista e percebida nos contextos organizacionais. Associado a esse tipo de comportamento, verificam-se ainda atitudes drásticas que somam ao jogo de poder existente entre os membros da organização, o livre arbítrio, isto é, o chefe homofóbico em muito pode contribuir para a perda de emprego, para retaliação de oportunidades, para estagnação profissional e, claro, para ocorrência de penalidades associadas à questão da orientação sexual.

Em termos gerais, a definição do que é ser gay traz consigo particularidades e dificuldades que o grupo heterossexual não vivencia e com as quais não convive. O gay visto como diferente e anormal, as limitações no comportamento, a pouca aceitação social, os conflitos internos por eles vivenciados, a violência, a discriminação e o preconceito a que estão submetidos são apenas alguns de muitos aspectos ligados ao fato de ser gay.

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Fatores determinantes de sucesso e fracasso em pequena empresas

Posted by Raul Correia em abril 8, 2009

Aos Democratas

As micro e pequenas empresas produzem parte essencial dos bens necessários à sociedade e auxilia as grandes empresas, assumindo papéis de distribuição e fornecimento, no entanto, apesar da grande relevância sócio-econômica destas organizações, muitas delas têm sofrido um fechamento prematuro, mas para evitá-lo, as pequenas empresas tendem a seguir alguns fatores como: bom conhecimento do mercado, administrador competente à frente das decisões, reinvestimento dos lucros, utilização do capital próprio, entre outros. Já o fracasso deriva da descontinuidade dos negócios e a fatores externos e internos.

Para obter sucesso, as empresas precisam seguir alguns fatores, o primeiro deles trata-se de aproveitamento das oportunidades de negócio; o segundo quesito refere-se ao bom conhecimento do mercado onde atua, este pode ser traduzido em alguns aspectos fundamentais da condução dos negócios, como conhecer a clientela potencial; o terceiro envolve o planejamento ou o plano de negócio, essa é a ferramenta mais importante para a abertura da empresa; o quarto diz respeito às parcerias estabelecidas e o quinto aspecto envolve a localização adequada da empresa.

Também se pode visualizar o uso adequado de capital de terceiros e a criatividade dos empresários como um fator determinante de sucesso. Outro quesito é a estrutura societária não conflitiva entre os sócios. Assim podemos destacar mais cinco fatores condicionantes de sucesso. O primeiro está relacionado ao timing da experiência, que significa a correção dos erros cometidos em tempo de manter os clientes; o segundo é a capacidade de conduzir mudanças, esta é concebida na alteração do público-alvo; o terceiro envolve a oferta de valor agregado, quer refere-se aos benefícios que oferece aos seus clientes; o quarto seria o valor agregado aos produtos, que possibilita a vantagem da empresa sobre a concorrência e o quinto é a conquista da fidelidade da clientela.

Por outro ângulo, a ausência de um planejamento de negócios é um dos motivos pelos quais uma empresa pode fracassar, pois a existência deste plano permite a realização de previsões, para antecipar ou reduzir muitas das causas de fracasso em novos empreendimentos. Como também a falta de capital de giro, a escolha adequada do lugar e do público-alvo são fatores que se não planejados pode causar o insucesso das empresas. Também podemos citar outros fatores como: a falta de envolvimento dos empreendedores e a falta de tempo para dedicar ao negócio; a falta de importância dada à tomada de decisões; a relação informal com os funcionários, uma vez que estabelecido este tipo de relação, era muito mais difícil de repreender ou despedir um empregado e o aparecimento de novas concorrências, que contribui para o aumento da sazonalidade.

Deste modo, os principais fatores condicionantes de sucesso são: bom conhecimento do mercado onde atua, planejamento, capacidade de conduzir mudanças, estratégia de marketing bem definida e visão de longo prazo. Já para o fracasso, podemos destacar: falta de clientes, falta de habilidade gerencial, tardia reavaliação de seus propósitos, sazonalidade na freqüência do público e relacionamento informal com funcionários.

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Como criar mapas conceituais utilizando o Cmaptools

Posted by Raul Correia em março 6, 2009

http://www.ufpel.edu.br/lpd/ferramentas/cmaptools.pdf

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Cmap Tools

Posted by Raul Correia em março 3, 2009

Download do programa “Cmap Tools”

Ob.: Sistema operacional (Windows XP/98/2000)

http://www.baixaki.com.br/download/cmaptools.htm

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Questões sobre: David Hume

Posted by Raul Correia em dezembro 11, 2008

david-hume

David Hume

 

1.      O que é empirismo? Explique as principais diferenças entre o empirismo e o racionalismo.

Empirismo, do grego “empeiria” (experiência), afirma que a origem do conhecimento é a experiência. A fonte do conhecimento é experimental, porque não há patrimônio a priori da razão. O sujeito cognoscente extrai seus conteúdos da experiência.

Já o racionalismo é uma doutrina que privilegia a razão dentre todas as faculdades humanas, considerando-a como fundamento de todo conhecimento possível. Considera que o real é em última análise racional e que é, portanto, capaz de conhecer o real e de chegar à verdade sobre a natureza das coisas.

 

2.      Quais são, segundo Hume, as três maneiras de associar idéias? Indique exemplos.

Hume considera evidente a existência de um princípio de conexão entre diversos pensamentos ou idéias da mente, e que, ao surgirem à memória ou à imaginação, eles se introduzem uns aos outros com um certo grau de método e regularidade. Então Hume apresenta os princípios de associação, são eles:

·         Princípio da Semelhança: os estados psíquicos tendem a evocar os estados (idéias ou imagens) anteriores que lhes são semelhantes.

Ex.: Um quadro conduz naturalmente nossos pensamentos para o original.

·         Princípio da Contigüidade (no tempo e no espaço): dos estados psíquicos podem evocar-se quando foram pensados ao mesmo tempo ou um em seguida ao outro.

Ex.: Quando se menciona um apartamento de um edifício, naturalmente se introduz uma investigação ou uma conversa sobre seus cômodos.

·         Princípio de Causalidade: tal estado psíquico implica os estados anteriores, pois a regularidade, as associações por “semelhança” e “contigüidade” ao repetirem-se por muitas vezes, isto é, repetirem-se as mesmas impressões; decerto ocorrerá que quando se pensar em tais impressões, inevitavelmente surgirá à idéia de outra por sucessão.

Ex.: Se pensamos acerca de um ferimento, quase não podemos furtar-nos a refletir sobre a dor que o acompanha.

 

3.      Qual a diferença entre relações de idéias e questões de fato?

·         Relações de Idéias: tal proposição existe apenas na operação do pensamento e não depende de algo existente em alguma parte do universo, daí resulta que afirmações análogas são verdadeiras e independem da natureza (ou experiência). Encontramos a geometria, álgebra e toda intuição certa.

Ex.: Que três vezes cinco é igual à metade de trinta exprime uma relação entre estes números.

 

·         Questões de Fato: Hume considera que os objetos da razão humana são determinados de outro modo; ele acredita que o contrário de um fato qualquer é sempre possível, pois, além de jamais implicar uma contradição, o espírito o concebe com a mesma facilidade e distinção como se ele estivesse em completo acordo com a realidade.

Ex.: Que o sol não nascerá amanhã é tão inteligível e não implica mais contradição do que a afirmação que ele nascerá.

 

4.      Explique porque, segundo Hume, não há nada na causa que indique seu efeito.

Para Hume, todos os nossos raciocínios sobre os fatos são da mesma natureza; e supõe-se que há uma conexão entre o fato presente e aquele que é inferido dele, ou seja, a relação de causa e efeito. Hume sustenta que o conhecimento da relação causa e efeito não é, em nenhum caso, alcançado por raciocínios a priori, mas provém inteiramente da experiência, quando encontramos que objetos particulares quaisquer apresentam uma conjunção constante uns com os outros. Portanto, diante de objetos, de suas qualidades sensíveis, jamais poderemos inferir racionalmente quais objetos ou eventos são suas causas ou serão seus efeitos. As causas e efeitos não podem ser descobertos pela razão, e sim, pela experiência (vivenciada).

 

5.      Explique o título da parte 4 do texto do Hume.

Hume divide todos os objetos da razão humana em duas partes, “relações de idéias” e “questões de fato”. É a necessidade ou não da experiência que determina em qual grupo se encontra determinado fato. A primeira independe da experiência, como a geometria ou álgebra; já a segunda depende da experiência, e sendo assim, não temos uma certeza absoluta de se tal conhecimento é verdadeiro, temos apenas experiências de causa e efeito que são continuamente repetidas. Como por exemplo, se nunca tivéssemos visto a luz do dia, ao experimentarmos a claridade do sol não teríamos como afirmar que este sol voltaria no dia seguinte. Mesmo após termos experiência das operações de causa e efeito, as nossas conclusões a partir desta experiência não estão fundadas no raciocínio ou em qualquer processo do entendimento. Assim, todos os argumentos concernentes à existência se fundam na relação de causa e efeito; que o nosso conhecimento desta relação deriva inteiramente da experiência e que todas as conclusões experimentais derivam da suposição de que o futuro será idêntico ao passado, isso resulta em um ceticismo sobre as operações do entendimento.

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Site que monta qualquer tabela verdade

Posted by Raul Correia em dezembro 5, 2008

http://www.brian-borowski.com/Software/Truth/

  • Use letras maiúsculas
  • Para negação use: ~
  • Para conjunção: ^
  • Para disjunção: v (letra “v” minúscula”
  • Para implicação: =>
  • Para bi-implicação: <=>

 

Qualquer dúvida meu e-mail: raulcorreia@hotmail.fr

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A revolução da era informatizada

Posted by Raul Correia em dezembro 2, 2008

Youtube no Celular

Youtube no Celular

 

            Deparamo-nos a cada dia com novas tecnologias. O avanço tecnológico nos alavanca a uma amplitude quase infinita de possibilidades com a utilização do menor esforço possível. Isso deriva do fato de que a internet, em constante transformação, está conseguindo englobar todas as necessidades humanas, desde uma simples pesquisa até uma transação bancária bilionária.

            Estamos presenciando uma revolução, cuja qual está dominando todos os meios de comunicação. Através da internet encontramos inúmeras informações em suas mais diversas formas, a mais atual é o vídeo. Depois da ameaça a indústria fonográfica – por meio de downloads de músicas de forma gratuita – a internet está ampliando seus horizontes e começando a incomodar a indústria televisiva. Um site criado em 2005 (YouTube) inovou pela interatividade, pelo o uso dele, qualquer um pode ver ou divulgar um vídeo na internet, isso resultou em uma gigantesca videoteca comunitária global, encontrando-se nela desde um simples vídeo de um animal de estimação até vídeos históricos valiosos. Essa nova forma de interagir está reinventando a maneira como as pessoas vêem televisão.

            Além de toda essa praticidade que a internet nos proporciona, estamos também em uma constante revolução em telefonia móvel (celular), a cada mês este vem ampliando seu uso, a mais nova tecnologia é a telefonia 3G, através desta temos a possibilidade de termos todos os confortos da internet à banda larga na palma da mão. Os maiores utilizadores desse novo processo são os jovens, que através deste aparelho conseguem reproduzir músicas, vídeos, imagens, mensagens de texto, acessar a internet, assistir televisão e ainda continuam com a possibilidade da utilização do mesmo como telefone.

            Portanto, conseguimos perceber facilmente que os meios de comunicação estão a um passo da extinção. Assim como a televisão transformou o rádio em algo obsoleto e em desuso, a internet e a tecnologia 3G estão tomando o espaço com um grande leque de possibilidades de meios para a comunicação de divulgação de informações.

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Formação da riqueza e da pobreza de Alagoas

Posted by Raul Correia em dezembro 2, 2008

            Com o apoio imperial, que tinha o açúcar como o grande negócio estabelecido na colônia, a partir do século XVIII, Alagoas transformou-se numa província de predominância absoluta da cana-de-açúcar.

            No intuito de aumentarem a produção e a exportação de açúcar, os senhores de engenho derrubavam as matas, expulsavam os índios, confinando-os em aldeia, de modo a permitir que o avanço da plantação de cana, na forma de monocultura, fizesse de Alagoas a segunda região mais produtora de açúcar, no Brasil colonial.

            Esse domínio da monocultura da cana-de-açúcar, baseada na doação de sesmaria e na mão-de-obra escrava, fazia dos senhores de engenhos grandes latifundiários e possuidores de poder econômico e político na província alagoana.

            Por mais de três séculos, o engenho de açúcar era a única unidade de produção socialmente dominante e economicamente viável que existia em Alagoas. As outras atividades surgiram derivadas das necessidades do engenho. Assim foi com a pecuária, com a produção de alimentos, com os pequenos produtores independentes e com os comerciantes.

            No setor agrícola predomina a cultura da cana-de-açúcar, sendo que sua predominância está na Zona da Mata e nos Tabuleiros Costeiros, e a pecuária de leite no Sertão, principalmente em torno do município de Batalha.

            A característica mais marcante da indústria alagoana é a enorme importância da divisão de alimentos e bebidas decorrentes da produção de açúcar. A distribuição espacial desse tipo de indústria não privilegia a microrregião de Maceió, uma vez que a usina de açúcar e a destilaria de álcool localizam-se junto à fonte de matéria-prima e agrícola não qualificada e gerando muitas ocupações não-agrícolas no meio rural.

            Assim, o padrão de desenvolvimento adotado partiu da premissa de que o crescimento econômico seria capaz de promover o desenvolvimento humano. Sabemos hoje que esse modelo não se mostrou eficaz no que se propunha, porque oferecendo nível mínimo de desenvolvimento social às sociedades, acarreta dificuldades para se expandirem de forma sustentável. De acordo com Franco, para uma sociedade atingir o estágio de desenvolvimento, a acumulação do capital humano e do capital social são dois fatores decisivos.

            Esse poder político que, ao definir suas prioridades, privilegiou uns poucos e excluiu o grosso da população da riqueza gerada, é um poder autocrático, porque gera um ambiente econômico, social e político que dificulta a acumulação de capital social e humano, bem como o acesso aos meios de sobrevivência à maioria da população.

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